domingo, 13 de julho de 2014
Os Subordinados Do Amor
As minhas noites estão sendo tão solitárias, eu odeio a solidão, é tão ruim o saber que estais sozinho. O saber que não há ninguém lá fora pensando em você.
É tão bom quando você vai dormir sabendo que há alguém em algum lugar deitado em sua cama pensando em você antes de dormir, e todo esse pensar tem um motivo óbvio. Essa pessoa que ama quer sonhar com a pessoa amada.
Quando pensamos, dormimos e sonhamos com a pessoa amada, acordamos pensando nela. E esse acorda é tão lindo. O dia tem outro sabor.
E esse ciclo se repeti por dias e mais dias. Mas quando não temos com quem realizar esse ciclo. Como vamos acorda felizes? Como vamos dar bom dia para as pessoas que nem conhecemos? Só porque estamos tão felizes mais tão felizes, que surge um desejo, uma vontade louca de distribuir felicidade e alegria no maior raio de alcance possível.
Daí vem todo o meu ódio pela solidão. E dai também vem toda a minha admiração pelo mais nobre de todos os sentimentos. O amor.
O amor muda as nossas vidas. Ele chega e te toma para ele como dono. Você é um subordinado do amor.
Desse jeito eu queria ser subordinado a minha vida inteira.
Essa sem dúvida é a maneira mais nobre de subordinação, porque os subordinados do amor são felizes. Eles não querem dinheiro. São pagos com carinhos, abraços, beijos, palavras de amor, companheirismo, olhares e sorrisos.
Eles não querem fazer greve. E querem aumento da carga horária.
Eles querem mais tempo para ficarem com as suas parceiras e parceiros de trabalho.
A solidão é você ser demitido por justa causa da empresa do amor. E o pior você não tem direito a seguro desemprego.
A unica solução para essa situação é começar a distribuir o seu curriculum e ir a luta e não desistir nunca, porque afinal ninguém quer se torna escravo da solidão.
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